Arquitetura de microsserviços: quando faz sentido adotar?
Microsserviços viraram sinônimo de modernidade, mas a decisão de adotá-los envolve trade-offs importantes. Quando a equipe é pequena, o domínio ainda está sendo descoberto e o volume de tráfego é modesto, um monolito bem estruturado costuma ser mais produtivo.
A separação em serviços começa a fazer sentido quando existem limites de domínio claros, ciclos de deploy independentes e times autônomos. A partir daí, ganha-se resiliência, escalabilidade seletiva e liberdade tecnológica.
Na MLT, começamos por um monolito modular bem desenhado. Só extraímos serviços quando o custo operacional é compensado por ganho real de negócio: independência de times, escalabilidade específica ou requisitos de disponibilidade.
O caminho recomendado é evolutivo: DDD para descobrir contextos, boundaries claros no monolito e extração gradual dos serviços que provaram exigir autonomia. Assim se evita a complexidade prematura sem perder a opção de crescer.

